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8 coisas que eu gostaria de fazer antes de morrer

não está listado por ordem de prioridade:

* // ter uma casinha linda, aconchegante, com tudo o que eu sempre desejei;

* // viajar de carro sem destino, conhecer o brasil, visitar todos os lugares lindos desse país;

* // esquecer alguns problemas e magoas acumuladas;

* // cantar em uma banda de rock, fazer muito sexo, encher-me de substâncias ilícitas. sexo, drogas e rock'n'roll babe!

* // conhecer as festas undergrounds da europa;

* // ir em um show do roberto carlos com a minha mãe;

* // ter um filho. contribuir para que ele não se torne um machista, preconceituoso. ensiná-lo (se isso for possível) a ser sensível, respeitar as mulheres e respeitar a si mesmo;

* // descer a porrada em alguém. ok, sou contra a violência, mas queria, pelo menos uma vez na vida, ter a sensação de uma luta corporal e, além disso, saber se eu dou porrada bem.



Quem me passou foi a bel, do diário de classe, e a mila, do caixa de sapatos.

Passo para as meninas do about some fool girls, pro antônio e pra candy.

a gente complica muito

queria eu ter sido abduzida por extraterrestres para esquecer um pouco da vida terrestre;
estou cansada de ver esse bando de gente levando a vida tão a sério. brigando por idiotice, reclamando por bobagem, sofrendo por nada. e se esquecendo de viver e de ser feliz.

a vida é tão simples. a gente que complica muito;


*

muita coisa pra fazer em apenas 24 horas. os dias deveriam ser mais longos. ando cheia de trabalhos chatos de coisas que eu não entendo bulhufas.

Amor Perfeito

Pedro não gostava de solidão. Afinal, ele não sabia o que era viver sem ter uma mulher para amar.
A primeira, foi Lúcia. Primeiro amor, no colegial. Namoraram dois anos e meio. Com ela, ele deixou de ser um moleque, para ser tornar homem. Achou que casaria com aquela mulher, teria dois filhos e seria feliz para sempre. Mas Lúcia foi fazer intercâmbio na Espanha e nunca mais voltou.
Logo em seguida, no primeiro ano da faculdade, conheceu Márcia. Esta durou exatamente um ano. Paixão arrebatadora... Pensaram em alugar um apartamento próximo a universidade para morarem juntos, pois não agüentavam a saudade e o desejo constante. Mas Márcia se engraçou para um professor e deixou Pedro na mão.
Lídia, veio depois. Quase dez anos mais velha, independente, vivida. A mulher era um espetáculo! Pedro ficou um ano e meio com ela... Já estava morando juntos, quando ela decidiu reatar com o ex-marido.
Mas Pedro não desistia... Conheceu Juliana. Algum tempo depois começaram um namoro. Desta vez agiu com mais calma. Três anos depois, decidiram noivar. O problema é que os dias ao lado de Juliana eram sempre iguais. A rotina sufocou Pedro, estrangulou o amor e trouxe a monotonia. Desta vez, quem terminou foi Pedro.
Ainda sem desistir, Pedro amou Marília, que não quis nada sério com ele. Tiveram um relacionamento ‘aberto’ por mais ou menos um ano. Mas essa história de relacionamento aberto não dava certo para Pedro, que não achava conveniente dividir sua namorada com outros caras.
Julia veio em seguida. Amava Pedro incondicionalmente. Também tinha um ciúme incondicional. Quase atropelou Pedro no estacionamento do shopping quando o avistou conversando com uma mulher estranha. Na verdade, a mulher estranha era a esposa do seu melhor amigo, que por coincidência, estava fazendo compras no mesmo shopping.
Pedro estava cansado de procurar o amor da sua vida. Não entendia por que nenhum dos seus amores deu certo. Era fiel, um bom companheiro, compreensivo, um homem que respeitava as mulheres que amava. Porém, cedo ou tarde, por um motivo ou outro, o amor que sentia era despedaçado.
Os amigos, que eram casados ou divorciados, diziam que Pedro é quem tinha sorte, não tinha esposa, ou ex-esposa, para lhe encher o saco.
Pedro se achava um azarado que nunca iria encontrar um amor para a vida toda.
Um dia, Isa entrou em sua vida. Eram primos. Como moravam em estados diferentes, tiveram pouco contato durante a vida. Encontraram-se por acaso num bar da Vila Madalena. Isa não era mais a menina-moleca que empinava pipa na lage de casa. E Pedro não era mais o adolescente magrelo e irritante.
Conversaram por muito tempo. Isa contou que estava casada há quatro anos, porém já não amava o marido e queria se divorciar. Estava em São Paulo a trabalho e ficaria mais dois meses até terminar um projeto para um cliente. Pedro contou que era um solteirão desiludido com o amor.
Pedro achou Isa uma mulher incrível. Delicada, feminina e inteligente. Isa, por sua vez, encontrou em Pedro o que faltava nos homens que passaram por sua vida, o gosto por amar. Ficaram encantados.
No período em que ficou na cidade, Isa passou bastante tempo com Pedro. Os dois foram ao Ibirapuera, ao Masp, a vários restaurantes da moda, a uma mostra de cinema. No último dia, passaram pelo lugar mais importante, a cama de Pedro. Estavam apaixonados.
“Se me pedir para largar tudo e ficar com você, eu fico”, ela disse no saguão do aeroporto, antes de embarcar.
Pedro pensou por alguns segundos. Todos os seus amores haviam sido abandonados, esmagados, destroçados ou simplesmente desapareceram. Com Isa, teria sua nova chance de amar.
“Não posso te pedir isso”, respondeu Pedro. Isa , segurou as lágrimas. Foi embora sem olhar para trás, nunca entendeu a decisão do primo.
Pedro saiu do aeroporto com uma sensação diferente. Estava amando. E, apesar do seu amor estar dentro de um avião, viajando para o outro lado do país, sabia que seu sentimento não havia acabado.
Se Isa ficasse, os dois namorariam, talvez noivariam, dificilmente casariam. Seriam felizes por alguns anos, depois a indiferença apagaria o sentimento que um dia tiveram. Depois da dor e da fossa, restariam apenas algumas fotos, que seriam esquecidas em alguma gaveta.

Alguns meses depois, Pedro teve notícias de Isa. Ela ainda permanecia casada e estava no oitavo mês de gravidez.

Pedro ainda a ama. Sem dor nem ressentimento.

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Não queria escrever sobre amor, mas foi só o que veio a mente.

quem nunca foi como a rosa?

pois, é... gosto de escrever contos porque os leitores interpretam de várias formas.
antes de tudo, essas histórias nunca aconteceram comigo ainda bem. mas são comportamentos que eu realmente presencio no meu cotidiano.

sobre o texto do post anterior... eu já fui um pouco de rob, já fui um pouco de rosa. e, meu deus, como já fui marina.


*

ando sem inspiração para escrever. milhares de assuntos que não estão se concretizando em palavras.

Rosa

Rob a amava, sem dúvida nenhuma.
Rosa era bonita, mas não chegava a ser linda. Ele sempre acreditou que mulheres bonitas demais davam trabalho demais. Ela era dona de um sorriso inesquecível, um olhar profundo, um perfume suave e uma delicadeza que só uma Rosa possui.
Ela era inteligente, tinha personalidade forte, mas nunca o subestimava e nem se achava superior a ele.
Na cama, ela era puro romantismo, seus gemidos de prazer eram embalados de “Rob, te amo”.
Ela era amiga e companheira, sempre pronta a ajudar, socorrer, ser útil.
Ela tinha ótimos dotes culinários, seria uma excelente dona-de-casa.
Rosa era perfeita e, por isso, ele amava-a.

Conheceu a moça a quatro anos, na aula de Sociologia. Enquanto os maurícios e patrícias debatiam sobre desigualdade social, Welfare State, Engels, Weber, Marx e outros assuntos que estavam, na realidade, pouco se lixando, ele percebeu o olhar entediado de Rosa, deslocada no grupo. Como ele também estava entediado, resolver puxar assunto. De fato, puxou assunto, foram ao cinema, visitaram uma exposição, retornaram ao cinema, deram uns amassos no parque, foram de novo ao cinema, deram mais uns amassos na festa da Claúdia, estudaram juntos, viajaram para Ilha Bela, onde deram muitos amassos, começaram a namorar, muitos amassos, poucas brigas, e por último, noivaram. Era o casal perfeito. Eles iriam casar, curtir muito a vida de casados, depois planejariam dois ou três filhos. Tudo perfeito.

Rob se considerava um homem inteligente que sabia separar as coisas muito bem. Sabia que Rosa era a mulher da vida dele. Eventualmente, ele encontrava algumas outras mulheres, nada sério, é claro... Casos para somente para uma noite: Julia, Natália, Martina, Solange, Silmara, Luana, Clara, Amália, Bete, Ângela, Dani, Lúcia, Gabriela, Tamires, Renata, Flávia, Helena... E tantas outras que não se recordava o nome.
Mas é claro, nenhuma chegava aos pés da sua Rosa.

Quando deixava as outras, sentia vontade de ver Rosa. Todas as vezes que tinha as outras, sabia que a única que o faria feliz era Rosa.

A mais recente foi Marina. Conheceu-a por intermédio de seu primo. Linda, independente, ousada. Nunca havia sido comandado por uma mulher. Naquela noite, Marina ficou por cima. Enquanto ele apenas a observava, como um mero coadjuvante, ela protagonizava brilhantemente em cima da cama, em cima dele. Ela decidiu o momento em que Rob deveria atingir seu êxtase. Ela decidiu quando era hora de parar. Ela também decidiu a hora de ir embora.

Ele sempre acreditou que mulheres bonitas demais davam trabalho demais. Não estava errado.

Voltou, como sempre, para delicadeza de Rosa, pois a amava. Sem dúvida nenhuma.

por favor, me desculpa

Não dava pra ouvir o que ele estava falando. Mas pelos movimentos dos lábios, dava pra notar que dizia desesperadamente ‘me desculpa, por favor, me desculpa’. E enquanto agarrava os braços dela, continuava repetindo incansavelmente ‘me desculpa, por favor, me desculpa’.

A garota parecia nervosa. Ela olhava pra ele, acho que queria gritar, dizer de não iria desculpá-lo; mas estava contida.
Talvez não queria chamar atenção.
Talvez achava que não valeria a pena demonstrar seus sentimentos a ele.

O rapaz continuava com os gestos desesperados.
Comecei a ter pena dele.
Depois a pena passou.
Talvez ele tenha a traído com outra garota.
Talvez tenha sido grosso, rude, insensível.

A garota continuava sem reações. Apenas olhava para os lados.
Acho que ela estava com vergonha da cena.

E ele continuava: ‘me desculpa, por favor, me desculpa’.

Odeio quando as pessoas fazem alguma besteira e depois só conseguem repetir ‘me desculpa, por favor, me desculpa’.
Dentro do ônibus, retomei a atenção para minha revista, porque é indiscreto bisbilhotar a vida alheia.